 O que é o projeto ?
O Ação Metrópole é um projeto que pretende realizar obras de infraestrutura de tráfego e de transporte , bem como, planejar e implementar um modelo de gestão para o sistema de transporte interligado da Região Metropolitana de Belém.
Quem é responsável pelo projeto?
A Secretaria de Estado de Projetos Estratégicos (SEPE) assumiu a responsabilidade pela implementação do Ação Metrópole. Para atender às necessidades do Governo do Estado, no sentido de implementar esse sistema de transporte metropolitano, foi criado o NGTM - Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano.
A execução do Ação Metrópole será gerenciada pelo Estado e desenvolvida em parceria com as cinco prefeituras que formam a região metropolitana de Belém: a capital paraense, Ananindeua, Benevides, Marituba e Santa Bárbara.
Por que o projeto é fundamental para RMB ?
Uma pesquisa realizada por ocasião do PDTU - Plano Diretor de Transporte Urbano – em 2001, constatou que o deslocamento de usuários do sistema de transporte coletivo da RMB apresenta uma concentração em direção ao centro tradicional de Belém, que , geograficamente, fica no extremo sudoeste do continente e onde se encontra a maior aglomeração de atividades terciárias. Mas, como não existe nenhum tipo de integração de transporte coletivo, há um excesso de linhas de ônibus seguindo essa rota. Resultado: as linhas circulam nos mesmos corredores, sem que haja demanda para tal e fazendo com que as mesmas cheguem ao centro de Belém com apenas 27% de sua ocupação.
Paralelo a isso, uma grande área de expansão começou a se desenvolver a partir do entroncamento, limite entre os municípios de Belém e Ananindeua, provocando uma saturação diária no tráfego na Avenida Almirante Barroso, na Rodovia Augusto Montenegro e na Br-316.
Isso tudo evidencia a incapacidade dessa rede em atender à demanda de tráfego atual e futura. Ainda de acordo com dados do PDTU, a Avenida Almirante Barroso chega a registrar congestionamentos diários de sete quilômetros no pico da manhã, no sentido bairro-centro.
Quem serão os beneficiados pelo Ação Metrópole ?
Todos os motoristas de veículos particulares, usuários de ônibus e do transporte alternativo, ciclistas e pedestres da região metropolitana de Belém, enfim, o projeto pretende melhorar o transporte público e o trânsito para todos os moradores dessa região . Aproximadamente 2.042.530 habitantes, o equivalente a 28,9% da população do Pará, vivem na grande Belém. A área formada pelos municípios de Belém, Ananindeua, Benevides, Marituba e Santa Bárbara responde por 35,8% do PIB- Produto Interno Bruto- do Estado do Pará.
Como o projeto será desenvolvido ?
O Ação Metrópole será desenvolvido em duas etapas. Na primeira, serão construídas obras de infraestrutura viária como a abertura da Independência, no trecho entre a Rodovia Augusto Montenegro e Avenida Júlio César; a construção de um trevo de quatro pétalas na interseção da Avenida Júlio César com a Avenida Pedro Álvares Cabral e a revitalização da Rodovia Arthur Bernardes. Também estão previstas dentro da primeira etapa a construção da passagem subterrânea na Avenida Dr. Freitas com a Avenida Almirante Barroso, a duplicação da Avenida Perimetral, o prolongamento da Avenida João Paulo II até o elevado do Coqueiro e a duplicação da Transmangueirão.
Na segunda etapa do Ação Metrópole será implantado o sistema integrado de transporte metropolitano, compreendendo o projeto operacional, corredores estruturados e terminais de integração (pontos onde o usuário de ônibus poderá fazer o transbordo).
Qual será o modelo de gestão do sistema de transporte ?
Paralelamente às obras físicas, a Secretaria Estadual de Projetos Estratégicos vem discutindo com a sociedade civil a concepção do modelo de gestão do sistema de transporte metropolitano e a criação e implantação do órgão gestor metropolitano.
Todo o projeto é desenvolvido em quatro áreas de atuação: a gestão do transporte metropolitano, ações de desenvolvimento urbano, infraestrutura de transporte e viária e, finalmente, o sistema operacional com a discussão da política tarifária e da concessão.
Quando as obras físicas da primeira etapa começam ?
As obras na Avenida Independência (trecho entre Augusto Montenegro e Júlio César) , a construção do elevado da Júlio César e a revitalização da Arthur Bernardes já começaram. Essas obras irão funcionar como vias alternativas para o escoamento do tráfego quando começarem os trabalhos da segunda etapa.
Qual será o custo das obras nessa primeira etapa ?
As três obras referidas acima já estão licitadas e com recursos alocados. O investimento será de aproximadamente R$ 131 milhões. O financiamento será do Banco do Brasil. A previsão é que essas três obras estejam prontas em maio de 2010.
O que será feito na Rodovia Arthur Bernardes ?
Um grande projeto de revitalização. Será construída uma ciclovia, haverá acostamento para veículos, calçadas nos dois lados da pista e recuperação completa da ponte sobre o rio Paracuri.
Os 13,8 quilômetros de extensão serão drenados e asfaltados, recuperando a pavimentação desde a Avenida Pedro Álvares Cabral até a Travessa Soledade , em Icoaraci.
O que será feito na Independência ?
A Avenida Independência que hoje termina na Rodovia Augusto Montenegro será aberta até a Júlio César, totalizando 4,8Km de extensão. Além da pavimentação, também serão construídas ciclovias e calçadas. A Avenida vai ter duas pistas com três faixas.
O policiamento no local também ganhará reforço com a implantação do programa Segurança Cidadã.
O que será feito no cruzamento da Pedro Álvares Cabral com a Júlio César ?
Lá será construído o elevado da Júlio César, um trevo com quatro pétalas que vai possibilitar a eliminação do semáforo de quatro tempos.
E já existe recurso disponível para as outras obras da primeira etapa ?
O governo do estado vem negociando um empréstimo com a Caixa no valor de aproximadamente R$ 189 milhões para as obras da passagem subterrânea na Avenida Dr Freitas com Almirante Barroso, da duplicação da Avenida Perimetral e da extensão da Avenida João Paulo II até o elevado do Coqueiro.
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