Terça-Feira, 6 de Janeiro de 2009
 
Forma de Atuação do PROCAMPO

Etapas do PROCAMPO

A Etapa de Formação

Inicialmente são selecionadas as comunidades que participarão do programa e os universitários bolsistas. A inscrição dos estudantes é feita via internet e a seleção realizada logo em seguida ao encerramento do período de inscrição.

Após definidas as comunidades e selecionados os bolsistas participantes do programa, inicia-se um curso de formação que conta com a participação de docentes, movimentos sociais, agricultores e os próprios alunos.

Essa formação vai introduzir a temática do campo no cotidiano dos universitários e fornecer os elementos necessários para se desenvolver uma vivência crítica. Esse período também serve para estabelecer uma relação prévia entre os estudantes, as áreas e famílias com as quais os estudantes irão dividir seu cotidiano na vivência.

As Caravanas de Integração

Durante a formação se desenvolve uma relação prévia entre estudantes e agricultores ao longo de visitas periódicas, desenvolvidas por uma comissão de bolsistas. São as caravanas de integração. Nelas as comissões locais dialogam com os estudantes, mostram a área, apresentam as famílias e organizam os moradores para conversas sobre a história da localidade, a saúde, as organizações políticas e a produção.

A Vivência

Durante quinze dias do intervalo acadêmico, cada bolsista mora na casa de uma família e divide todo seu cotidiano doméstico e produtivo. O objetivo é vivenciar a realidade familiar, dividindo suas tarefas na produção, de acordo com a atividade econômica da família, como lavoura, olaria, pesca, pecuária, avicultura e artesanato.

A vivência também é um momento em que os alunos se preparam para desenvolver atividades em conjunto com a comunidade. Durante o período de formação e as caravanas de integração, são planejadas atividades como oficinas, mini-cursos e apresentações culturais. Essas atividades são realizadas durante a vivência, desde que não interfiram na integração dos bolsistas no cotidiano das famílias.

Pós-vivência

Após a vivência, é iniciado um novo período de organização em que os alunos participantes do programa elaboram uma revista, escrevem trabalhos científicos e organizam Grupos de Trabalho Interdisciplinares de Integração Estudantil-Camponesa para aprofundar e fixar a relação com a comunidade visitada.

Revista

Os estudantes organizam uma revista publicada em cada etapa do programa, contendo textos escritos pelos estudantes registrando diversos aspectos observados durante a vivência. Toda edição, as fotos e escolha de artigos são feitos pelos próprios estudantes, com a ajuda da coordenação do programa. Na publicação, se procura uma linguagem acessível e temas de interesse das comunidades que participaram do programa. A revista é distribuída nas universidades e nas comunidades rurais como registro impresso da experiência comum que foi o PROCAMPO.
 
Trabalho Científico

Após a vivência, os estudantes também produzem um trabalho acadêmico relacionado à experiência na formação e vivência do programa. Esse trabalho pode ser desenvolvido em âmbito coletivo e com uma relativa liberdade criativa. Os trabalhos serão publicados na internet, no site do programa e poderão compor futuras publicações do PROCAMPO.

Grupos de Trabalho

As turmas que participaram da vivência em comunidades que praticam agricultura familiar se dividirão em Grupos de Trabalho Interdisciplinares de Integração Estudantil-Camponesa. Esses grupos elaborarão projetos de integração em conjunto com as comunidades.

Inicialmente, esses GTs vão pensar atividades que englobam educação popular em saúde, educação de jovens e adultos, administração de empreendimentos familiares e reflorestamento, a partir da proposta do Governo do Estado de plantação de 1 bilhão de árvores no Pará. Essas atividades são realizadas numa perspectiva de troca de experiências e saberes, rejeitando a idéia de transmissão automática de conhecimentos da academia para a sociedade.

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