Crédito imobiliário e obras públicas foram o que mais contribuíram para o crescimento do setor
A conjuntura econômica é favorável a investimentos no setor da construção civil. É o que aponta o estudo divulgado nesta quinta-feira, dia 18, pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Estado do Pará (IDESP), levantando o perfil socioeconômico da indústria da construção civil paraense, no período de 2006 a 2007. Os números apresentam cenário positivo ao setor, que obteve crescimento nominal de 12,73%, no PIB de 2006 para 2007, ultrapassando a porcentagem do Estado (11,58%) e do valor adicionado da indústria (3,77%). A indústria da construção civil cresceu na ordem de 2,31%.
A indústria de materiais de construção respondeu por 1,6% do PIB do país em 2007, o que representa um valor adicionado de R$ 34,7 bilhões, enquanto que o valor da produção deste setor chegou a R$ 88,3 bilhões. O menor desempenho coube ao segmento de atividades de serviços voltados para a construção civil que obteve a menor participação no PIB do país, o equivalente a 0,6%. O ramo de construções residenciais cresceu 6,3% em 2007, reflexo da expansão do crédito imobiliário e da liberação de recursos da caderneta de poupança para financiar 193.547 unidades habitacionais, segundo as estatísticas do Sistema Financeiro da Habitação do Banco Central do Brasil (BACEN).
O município de Belém foi responsável por 30,95% (R$ 923.421,32) do valor Adicionado (VA) da Construção Civil no Estado, seguido dos municípios de Ananindeua (7,91% - R$ 235.899,35); Barcarena (7,10% - R$ 211.852,24); Parauapebas (4,09% - R$ 121.953,94); Santarém (3,77% - R$ 112.514,83) e Tucuruí (3,05% - R$ 90.906,31). Juntos, um total de 20 municípios concentraram 75,09% acima da média dos demais, o correspondente a R$ 2.240.749.
O significativo crescimento na contratação de novos financiamentos imobiliários ocorreu por conta da melhora das condições de crédito, seja em função das reduções das taxas de juros de longo prazo, seja em função da manutenção da estabilidade de preços, aliada as recentes medidas promovidas na regulamentação a que estão sujeitas as instituições financeiras integrantes ao Sistema de Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE). Essas instituições concederam de janeiro de 2006 a dezembro de 2007, um valor total de R$ 13.523.530.854,00 em financiamento imobiliário voltado para a aquisição de imóveis residenciais e comerciais no Brasil, sendo 33,21% concedidos em 2006 e 66,69% em 2007. Esses percentuais correspondem a uma taxa de crescimento de 100,21% em 2007. No contexto da região Norte, o Pará se destaca com crescimento expressivo na ordem 182,53% em 2007.
Em relação ao valor da concessão de financiamento imobiliário para a construção de habitações, compras de materiais de construção, reformas ou ampliações de moradias, a pesquisa aponta crescimento de 127,74% em 2007. O Pará apresentou uma taxa de crescimento acima de 200% para este tipo de financiamento em 2007 comparado com 2006.
O cenário positivo se deu ainda por investimentos públicos em infraestrutura realizados no Estado do Pará de 2007, que deverão se estender até 2010, referentes às Obras do PAC Entre as obras do PAC estadual, que obtiveram maior volume de recursos previstos em investimentos estão os Projetos vinculados à Usina Hidrelétrica de Belo Monte que somam mais de R$ 2.810 milhões, com estimativa de geração de 4.000 empregos; seguida da construção de linha de transmissão interligando Tucurui a Macapá e a Manaus (R$ 2.267 milhões e 1.500 empregos gerados); as Obras vinculadas ao Programa Luz para Todos (R$ 1.050 milhão e 3.200 empregos gerados) e a Construção das 2 eclusas e do canal em Tucuruí (R$ 548.000,00 e 700 empregos gerados).
As obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) na área da habitação consistem na construção de novas habitações em diversos municípios, com investimentos na ordem R$ 838,1 milhões gerando 3.500 empregos no Estado. A construção de novas habitações, além de proporcionar qualidade de vida a população e geração de empregos, combate ao déficit habitacional do estado (necessidades de novas moradias), assim como a redução da inadequação habitacional (necessidades de infraestrutura habitacional).
Quanto à infraestrutura logística do estado, as obras de pavimentações de rodovias como a Transamazônica no trecho Marabá-Rurópolis e a manutenção da BR-163 e da BR-010, somam um total de recursos na ordem de R$ 1.561 milhões e 5.000 empregos gerados.
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