| 05/01/2007 - 18h56
Insegurança aumentou na
Grande Belém entre 2005 e 2006
Da Redação
Agência Pará
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| De acordo com o delegado geral, os números provam que a sensação de insegurança no Estado é real |
Estudos feitos pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) concluíram que a insegurança aumentou na Região Metropolitana de Belém (RMB), em alguns casos em até 49%. O levantamento do Dieese usou dados dos anos de 2005 e 2006, na Região Metropolitana de Belém (RMB). São todos os registros feitos pela Polícia Civil, de ocorrências de crimes contra o patrimônio, pessoa e costumes; de entorpecentes e os que contrariam as leis das contravenções penais, furtos, roubos e recuperação de veículos. "Queríamos saber, a partir dos dados oficiais, se a insegurança é uma sensação, como se aventou, ou se é uma realidade no Pará", disse o supervisor técnico do Dieese, Roberto Sena.
A criminalidade aumentou, consideravelmente, em Belém, em 2006 em relação ao ano anterior. "Constatamos, a partir dos números, que não é sensação. Temos problemas sérios na área da segurança pública, decorrentes, claro, da ausência de políticas neste segmento e também em outros, como educação e geração de emprego e renda", considerou o delegado geral.
Segundo o Dieese, existem cerca de 400 mil pessoas desempregadas no Pará, das quais 200 mil são jovens entre 15 e 24 anos. Ademais, o Estado também tem a 20ª pior renda do País.
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| Os dados do Dieese mostram que a criminalidade na RMB aumentou, em alguns casos, em até 49% |
A sistematização dos dados feita pelo Dieese, segundo o delegado geral de Polícia Civil Raimundo Benassuly, é o pontapé inicial para as polícias Civil e Militar deflagrarem as ações emergenciais nos bairros, sobre as quais o delegado disse não poder dar detalhes. "O quadro é um instrumento que ajuda na operacionalidade. Temos um plano de ação conjunta, elaborado com a Polícia Militar. O trabalho será integrado", observou. Como não é possível remanejar pessoal, a idéia é resgatar policiais cedidos e contratar novos.
No caso de crimes contra o patrimônio, dos dez tipos de ocorrência analisados, nove registraram crescimento de 2005 para 2006. O esbulho possessório (49,46%), o estelionato (48,36%), a receptação (35,19%) e a apropriação indébita (32,02%) registraram as maiores altas. Também foram registrados mais casos de extorsão (30%), furto (22,12%), fraudes (13,83%), danos (12,44%) e roubos (5,7%). Somente os casos de latrocínio (-11,58%) caíram. As maiores ocorrências foram roubo (24.846) e furto (18.504).
Oito dos doze tipos de crime contra a pessoa tiveram incremento em 2006 em relação a 2005, com a ameaça (16.287) e a lesão (12.082) respondendo pelo maior número de ocorrências. O maior aumento, contudo, foi no caso da ameaça (34,49%), seguido de vandalismo em domicílio (26,81%), rixa (22,58%) e maus tratos (20,11%). Os casos de difamação e seqüestro/ cárcere privado cresceram 10,05% e 18,6%, respectivamente. Em compensação, diminuíram os registros de agressão (-9,3%) e tentativa de homicídio (-3,33%).
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| A pesquisa foi feita a partir de dados oficiais registrados pela Polícia Civil |
Dos cinco tipos de crimes contra os costumes analisados, quatro tiveram mais registros ano passado que em relação a 2005, com a corrupção de menores (68,42%) sendo o destaque, seguido de estupro (23,16%), atentado violento ao pudor (1,67%) e ato obsceno (1,64%). A diminuição aconteceu nos casos de sedução (-68,75%).
Atentado violento ao pudor e estupro foram as principais ocorrências, com 243 e 218 registros cada. Por sua vez, os crimes de entorpecentes, tráfico e uso, também aumentaram, 77,45% e 14,95%, respectivamente. O número de tráfico atingiu 181 ocorrências e o de uso, 223.
No caso dos cinco crimes que vão contra as leis de contravenção penal, houve queda na maioria das ocorrências. Somente os casos de perturbação da tranqüilidade (46,23%) e de brigas que chegaram as vias de fato (25,91%) aumentaram. Caíram os casos de embriaguez (-53,85%), desordem (-51,27%) e vadiagem (-30%). O melhor quadro é o de registros de furto, roubo e recuperação de veículos, em que os índices caíram. Os roubos tiveram diminuição de 17,62% e os furtos, de 13,72%. Como menos carros foram roubados (-1.052) e furtados (-497), também caiu, em 24,83%, o número de veículos recuperados.
>> Operação vai combater a criminalidade nos bairros de Belém
Texto: Luiz Carlos Santos - Coordenadoria de Comunicação Social
Fotos: Rodolfo Oliveira
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