| 05/01/2007 - 18h08
Operação vai combater a
criminalidade nos bairros de Belém
Da Redação
Agência Pará
A Polícia Civil deflagra, nos próximos dias, uma operação em conjunto com a Polícia Militar, em bairros onde a criminalidade aumentou em Belém, visando diminuir, emergencialmente, as principais ocorrências policiais registradas ano passado. O anúncio foi feito, na manhã desta sexta-feira (05), pelo delegado geral de Polícia Civil, Raimundo Benassuly Júnior, após apresentação de um levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) que concluiu: a insegurança aumentou na Região Metropolitana de Belém (RMB), em alguns casos em até 49%.
A área da segurança pública já iniciou uma série de outras ações para otimizar os recursos disponíveis e garantir mais segurança à população. As medidas emergenciais para tentar diminuir essas ocorrências são as rondas ostensivas nos bairros onde a criminalidade aumentou e a contratação de 650 novos policiais, a partir de concurso público. No próximo dia 15 deste mês, estará concluída a primeira fase da seleção e a previsão é que, em junho, depois de passarem pelo curso de formação, na academia, os novos delegados, investigadores e escrivãs já estejam atuando nas delegacias, principalmente no interior, onde a demanda é maior.
Além disso, o delegado Paulo Tamer, novo diretor do Departamento de Polícia Metropolitana, extinguiu, na quarta-feira (03), a Central de Flagrantes, que funcionava na Seccional de São Brás. A extinção da central foi o primeiro ato visando melhorar e agilizar operacionalmente o trabalho da polícia, levando ao funcionamento, normal, dos plantões das seccionais Urbanas de São Brás, Marambaia e Cremação, que foram reativadas.
Até o fim da tarde desta sexta-feira (05), também serão conhecidos os nomes dos novos diretores das divisões especializadas da Polícia Civil. E, ainda este mês, segundo o delegado geral, pelo menos duas outras seccionais serão reativadas, uma delas no Guamá. A dificuldade para se abrir seccionais de polícia é, especialmente, de pessoal, já que cada seccional requer, pelo menos, sete delegados, pontuou ele. O efetivo da Polícia Civil no Pará não passa de 2,6 mil policiais, dos quais cerca de 1,5 mil em Belém.
"Nossa maior dificuldade é mesmo no efetivo policial, que é pequeno. Estamos fazendo um levantamento para saber quantos policiais temos fora da ativa, que ainda podem trabalhar, ou cedidos para outros serviços, para trazer esses funcionários às delegacias e fazê-los atender diretamente a população", revelou Benassuly, adiantando que o sistema de inteligência da polícia vai ser estendido ao interior, para ser usado no auxílio das ações operacionais da polícia, incluindo o trabalho de prevenção.
O orçamento disponível para as ações na área de segurança pública, segundo o delegado, será discutido em reunião do secretariado com a governadora Ana Júlia Carepa, na tarde desta sexta-feira (05), no Centro Integrado de Governo (CIG). "Posso adiantar apenas que a segurança é uma área prioritária neste governo. Vamos atuar de forma efetiva, sempre levando em conta que este é um dos principais direitos humanos que devem ser preservados", afirmou o delegado geral.
Texto: Luiz Carlos Santos - Coordenadoria de Comunicação Social
Secretaria de Estado de Comunicação
Fone: (91) 3202-0911 e 3202-0912, fax: 3202-0913
E-mail: redacao@agenciapara.com.br
|