Na próxima quinta-feira (26), 180 presos de nove unidades prisionais do estado irão participar de uma ação simultânea em nove escolas da Região Metropolitana de Belém e interior. O projeto denominado “Conquistando a Liberdade” tem o objetivo de prestar serviços à sociedade, além de proporcionar trabalho aos internos, o que favorece a remissão de pena, já que, a cada três dias trabalhados o detento diminui um dia de pena.
As escolas públicas irão preparar solenidade de acolhimento para o grupo carcerário, com apresentação de dança, música, feira cultural e exposições. Em média serão 20 detentos por estabelecimento de ensino, sendo que todos passaram por uma seleção psicossocial e treinamento, e sairão das unidades mediante escolta policial. Quinze vão realizar trabalhos de serviços gerais para a recuperação dos prédios; e cinco irão participar do "Papo di rocha", uma conversa franca entre presos e jovens para alertar sobre o mundo das drogas e as incidências criminais.
Os nove municípios escolhidos, Marituba, Santa Izabel, Abaetetuba, Tomé-Açu, Salinópolis, Paragominas, Mocajuba, Marabá e Capanema tiveram o apoio dos juízes das Comarcas que concederam autorização judicial para a saída dos presos envolvidos no projeto. Os juízes também irão acompanhar todas as atividades de perto.
O projeto “Conquistando a liberdade” terá ação contínua mensal realizada até dezembro deste ano. A partir do próximo mês, os internos também irão desenvolver outros tipos de serviços, como pintura, jardinagem, orientações sobre educação ambiental, manutenção das partes elétrica e hidráulica das instituições de ensino. Espera-se que a partir desta primeira ação, juízes das demais comarcas do estado também se mobilizem para ajudar a implantar o projeto em outros municípios.
O “Conquistando a liberdade” começou em Abaetetuba por meio da iniciativa do Juiz Titular da 3ª Vara Penal, Deomar Alexandre de Pinho Barroso, e do diretor de Centro de Recuperação Regional de Abaetetuba, capitão Melo. Agora, o projeto está sendo ampliado por meio da parceria entre a Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (Susipe), Pro Paz, Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e Poder Judiciário, por meio dos Juízes das comarcas dos municípios participantes.
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