13/01/2012
DRCO realizou mais de 120 operações policiais no ano passado
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Da Redação
Agência Pará de Notícias
Walrimar Santos
Quadrilha que desviou mais de R$ 2,5 milhões das contas de um banco em Fortaleza foi desarticulada durante a operação “Reloaded”
JOEL LOBATO/ POLÍCIA CIVIL
Com as prisões dos piratas fluviais foram apreendidos também joias, celulares e aparelhos eletrônicos
Carlos Sodré/Ag. Pa
O combate aos crimes tecnológicos apreendeu, por exemplo, uma série de matérias caça-níqueis

A intensificação das operações policiais nos bairros para repressão ao tráfico de drogas e o aumento do combate aos crimes fluviais e tecnológicos estão entre as metas para o ano de 2012 da equipe da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO). Unidade especializada da Polícia Civil do Pará vinculada à Diretoria de Polícia Especializada (DPE), a Divisão foi uma das unidades policiais responsáveis pelos resultados mais relevantes no combate ao chamado crime organizado, registrado no ano passado. De acordo com o relatório anual de atividades da DRCO, em 2011, ao todo, 129 operações policiais foram realizadas no período. A maioria das operações ocorreu no interior do Estado. Do total, foram realizadas 54 ações na capital; 75 no interior e outras duas em outros Estados brasileiros.

Entre as operações de destaque no ano, o delegado Ivanildo Santos, diretor da DRCO, cita a operação “Metástase”, coordenada pela DRE (Delegacia de Repressão a Entorpecentes), uma das unidades que integram a DRCO. A ação foi responsável pela desarticulação uma rede de traficantes de drogas que agia no Pará e no Amazonas. Ao todo, 14 pessoas envolvidas no crime foram presas no primeiro semestre de 2011. Seis delas, presas na segunda fase da operação, eram responsáveis pelo escoamento de carregamentos de cocaína na região. Elas usavam a rota fluvial para transportar a droga que saía de Manaus, no Amazonas, e tinha passagem por Parintins (AM), e depois entrava no Pará, por Santarém, passando por Breves, no Marajó, até chegar à Região Metropolitana de Belém, onde o entorpecente era manipulado e distribuído a outros traficantes de drogas. 

O delegado também destacou a operação “Know-How”, da DRCT (Delegacia de Repressão a Crimes Tecnológicos), que levou à prisão de integrantes de uma quadrilha de golpistas, em São Paulo, que oferecia empregos com salários altos na capital paulista. Diversas pessoas no Brasil, inclusive no Pará, caíram no golpe do falso emprego. Além de São Paulo, a DRCO efetuou investigações em outros Estados, como Maranhão e Tocantins. Outra ação destacada pelo delegado foi a operação “Reloaded”, que desmontou uma quadrilha investigada pelo desvio de R$ 2,5 milhões de contas bancárias em Fortaleza, no Ceará. Ao todo, 12 pessoas foram presas no Pará e no Ceará. Onze delas foram presas em setembro, dentre elas, três na capital do Ceará.

Piratas

Outras ações policiais destacadas pelo diretor da DRCO são as que resultaram em capturas de quadrilhas dos chamados “piratas” fluviais – assaltantes que atacam embarcações nos rios, principalmente nas regiões da ilha do Marajó e Baixo-Tocantins. O trabalho de investigação levou à identificação e prisão dos principais membros de bandos responsáveis pela maioria dos assaltos a embarcações registrados no Pará nos últimos anos. “Hoje, 90% dos piratas que agiam no Marajó estão presos, tanto é que o número de ocorrências de roubos a embarcações despencou na região”, salientou Santos. No segundo semestre de 2011, a DRCO, por meio da Delegacia de Polícia Fluvial, prendeu integrantes da quadrilha de “piratas fluviais” conhecida por “Família Caterpillar”. Do total de prisões, quatro foram em Belém, nos bairros da Pratinha I e Vila da Barca, e outras quatro em Tucuruí, sudeste do Pará.

A 00“Família Caterpillar” foi autora de 70% dos roubos em embarcações registrados no ano, entre eles os assaltos em Igarapé-Miri, Limoeiro do Ajuru e Cametá e o assalto ao barco “Soure” na baía do Marajó em junho. Eles também são apontados por envolvimento nos assaltos aos barcos "Príncipe da Paz", no início do ano, e "Arca da Aliança de Anajás", em julho. Elielson confessou participação em cinco assaltos a embarcações no ano passado.

Furtos e roubos de veículos

Ao todo, a DRCO foi responsável pela instauração de 375 procedimentos policiais em 2011. Do total, foram 127 flagrantes lavrados e 175 inquéritos instaurados para apurar crimes diversos, como roubos e furtos de veículos; crimes tecnológicos; tráfico de drogas; roubos e furtos de cargas; e assaltos contra embarcações e bancos. A Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DRFVA) foi a unidade que gerou mais procedimentos no ano, como inquéritos e TCOs (Termos Circunstanciados de Ocorrências). Foram, ao todo, 173. A maioria dos procedimentos registrados foi inquéritos (106) para investigar casos de roubos e furtos de veículos.

Já a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) foi responsável pela lavratura de 61 procedimentos por tráfico de drogas. As prisões em flagrante representaram a maioria dos procedimentos (49) lavrados em 2011 na DRE. No total, a equipe da DRCO efetuou 366 prisões no ano, a maioria delas por tráfico de drogas (105). Entre as ações de destaque da DRFVA está a captura de Hernando Magalhães Modesto Júnior, de 23 anos, de apelido “Junior Chegado”, apontado como um dos maiores ladrões de moto na Região Metropolitana de Belém. Outra ação foi a operação “Trânsito Sem Álcool” que levou paz e segurança em pontos estratégicos da Grande Belém, prevenindo acidentes de trânsitos motivados pelo consumo de bebidas alcoólicas.

Roubos a bancos e cargas

Já a Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) foi responsável por uma operação policial em agosto que levou às prisões em flagrante de cinco homens em uma embarcação abordada próximo à Ilha de Mosqueiro, em Belém. No interior dela, foi apreendida uma carga contrabandeada com procedência do Suriname, com destino a Belém. O bando conduzia diversos equipamentos de informática, produtos eletrodomésticos e pneus sem notas-fiscais. A repressão aos roubos a bancos, outra atividade da DRCO, resultou em 2011 na captura de uma quadrilha de assaltantes num trabalho conjunto das Polícias Civil do Pará e do Maranhão. O bando utilizava explosivos para cometer os crimes. Quatro presos foram localizados na cidade de Santa Luzia do Paruá, no Maranhão. O maranhense Emanoel Pinheiro Oliveira, conhecido por “Júnior”, líder do grupo, é apontado como autor de diversos assaltos a banco nos Estados do Maranhão, Pará, Tocantins e Mato Grosso.

Ao todo, a DRCO efetuou 936 apreensões em 2011, entre as quais 34 armas de fogo; 240 cartuchos; 91 veículos e 23 máquinas do tipo caça-níquel. Quanto ao combate ao tráfico de drogas, mais 104,3 quilos de maconha e mais de 71,2 quilos de cocaína foram apreendidos. Do total de prisões, 83 foram em cumprimento a mandados de prisão judiciais. A DRCT (Delegacia de Repressão a Crimes Tecnológicos) foi a unidade policial vinculada à DRCO que mais efetuou prisões em cumprimento a ordens judiciais. Foram, ao todo, 30 capturas. Para o delegado Ivanildo Santos, o aprimoramento das investigações é também meta de trabalho no ano de 2012. Para tanto, será necessária a capacitação de servidores para atuar em investigações de crimes mais complexas.

 

Texto:
Walrimar Santos - Polícia Civil
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