02/12/2012
Pacientes com síndrome respiratória são transferidos de Curuçá para Belém
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Da Redação
Agência Pará de Notícias

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) decidiu transferir para Belém os cinco pacientes com quadro clínico mais delicado, que estavam internados no Hospital Municipal de Curuçá, com sintomas de síndrome respiratória aguda por causa ainda indefinida. O objetivo é assegurar melhor assistência aos enfermos, cujos casos ainda estão sendo investigados pela Vigilância Epidemiológica da Sespa em conjunto com o 3º Centro Regional de Saúde, em Castanhal, pela Secretaria Municipal de Saúde de Curuçá, Laboratório Central do Estado (Lacen), Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPC) e Instituto Evandro Chagas.

Os pacientes transferidos para a capital vão ficar internados na Unidade de Diagnóstico de Meningite (UDM), no Hospital Universitário João de Barros Barreto, sob acompanhamento de médicos infectologistas. Além dessas cinco pessoas, mais 14 apresentaram sintomas da doença desde o início do surto no Hospital Municipal de Curuçá, sendo que uma jovem de 17 anos morreu na UTI da Santa Casa, na noite do último sábado, 01.

O caso da jovem está sendo investigado porque ela era moradora de Curuçá e prima de uma técnica de Enfermagem do Hospital Municipal, que também está apresentando sintomas da doença. A jovem estava grávida e perdeu o bebê depois de ser infectada. Apesar de o corpo ter sido liberado para sepultamento e levado para Curuçá, a equipe da Sespa entrou em contato com a família e solicitou autorização para autópsia, que será feita no Centro de Perícias Científicas, em Belém.

A suspeita inicial era que os pacientes tivessem sido vítimas de contaminação radioativa e depois química por produto usado em revelação radiográfica, o que foi descartado em função dos sintomas apresentados pelos mesmos - febre baixa, falta de ar, oligúria (volume reduzido de urina), hipotensão, hipoglicemia, bradicardia (baixa frequência cardíaca) e manifestações hemorrágicas no sistema digestivo, dentre outros. Agora, a Sespa trabalha com as hipóteses de infecção por vírus, bactéria e fungo.

Para descobrir o agente causador da doença foram colhidas amostras de secreções nasais e da faringe dos pacientes, assim como sangue para uma série de exames laboratoriais que estão em andamento no Lacen e Instituto Evandro Chagas, entre os quais, hemocultura e pesquisa de diversos vírus, como o H1N1 e Hantavírus. E, mesmo sem os resultados dos exames, os pacientes passaram a ser tratados com Ciprofloxacina Tamiflu, não apresentando, porém, nenhuma melhora.

O Lacen também coletou amostras da água que abastece o Hospital Municipal de Curuçá, pois há suspeita de que o agente causador esteja presente nesse meio. De acordo com a diretora de Vigilância à Saúde da Sespa, Rosiana Nobre, além da investigação e atenção médica aos pacientes, foi necessário prestar assistência às famílias e profissionais supostamente expostos, assim como desinfetar o Hospital Municipal para eliminar as possíveis fontes de infecção e suprir o município de Curuçá com medicamentos, insumos e equipamentos de proteção individual (EPIs).

Ela disse que também está sendo desenvolvido um trabalho de orientação à população de Curuçá, profissionais do Hospital e familiares sobre medidas preventivas para evitar o surgimento de novos casos enquanto se aguarda os resultados laboratoriais e a identificação da doença para medidas mais específicas de prevenção”.

 

Texto:
Roberta Vilanova - Sespa
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