Fechando a programação de seminários do segundo dia da XVI Feira Pan-Amazônica de Livro, a escritora portuguesa Lídia Jorge falou um pouco da sua carreira e visão sobre a própria literatura, neste sábado (22), no auditório Benedito Nunes.
Também representando o país homenageado na edição deste ano da Feira, a embaixatriz de Portugal no Brasil, Maria João Telles, estava na platéia com os outros visitantes quando a escritora comentou sobre diferenças entre Brasil e Portugal. “Nós não vamos brigar sobre a língua dos nossos países por cuidados nacionalistas. Isto não é importante quando percebemos que a língua pode, em verdade, ser um instrumento de aproximação e paz”.
Lídia Jorge é escritora, formada em Filologia Românica na Universidade de Lisboa e já escreveu quinze livros que foram editados em várias línguas, além de uma peça de teatro. No seminário, a escritora lembrou a importância da leitura na construção social, na formação das pessoas: “Quem lê livros tem a possibilidade de imediatamente entender a realidade de outras formas!”.
André de Aviz, também escritor, era um dos presentes na apresentação e comentou sobre a forma de entender a literatura, de ir além da realidade e transfigurar em palavras o que quer que o escritor possa sonhar, discorrida pela escritora. “Surpreendeu-me muito. Além de todo o conhecimento que ela traz agregado, a vontade com que ela fala sobre literatura é visceral. Um pensamento muito interessante de acompanhar é quando ela diz o quanto tua experiência de vida influi na literatura”.
Continuando a programação de Encontros Literários, amanhã (23), a conversa é com o também escritor Gonçalo Tavares, de Lisboa, Portugal, com a mediação de Amarílis Tupiassu, sempre às 19h, com entrada franca. Confira a programação completa da feira no site www.secult.pa.gov.br.
No auditório Benedito Nunes, o show “Canta, Brasil!”, com interpretações de Carmen Monarcha, Juliana Sinimbú e do grupo Charme do Choro, encerrou a programação do segundo dia da XVI Feira Pan-Amazônica do Livro.
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