06/08/2012
Adepará continua ações para ampliar a zona livre de febre aftosa
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Da Redação
Agência Pará de Notícias
Lucivaldo Sena/ Arquivo Ag. Pará
No Pará, graças às campanhas de vacinação realizadas pelo governo, 44 municípios já formam uma área livre de febre aftosa
Carlos Sodré/Ag. Pa
Gláucio Galindo, gerente estadual de Defesa Animal da Adepará, disse que o produtor não pode comercializar os animais em estudo até o final da análise do rebanho

Desde 2005, o centro-sul do Pará, região que abrange 44 municípios, é uma área livre de febre aftosa. Para continuar nesse status, a Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) realiza anualmente o inquérito soroepidemiológico do rebanho paraense, estudo minucioso que garante a qualidade da carne produzida no Estado, fornecendo todos os quesitos necessários para a certificação emitida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio do Projeto de Ampliação da Zona Livre de Febre Aftosa.

O processo de análise é dividido em diversas etapas. Na primeira fase, ainda em março de 2012, foram realizadas visitas prévias em 441 propriedades rurais, em 58 municípios. Além de verificarem a faixa etária dos animais, que deve ser de 06 a 24 meses, os técnicos da Adepará também fizeram o levantamento das informações sanitárias para a fase de coleta de amostras de soro sanguíneo. Segundo o gerente estadual de Defesa Animal da Adepará, Gláucio Galindo, é nessa fase que os produtores são convidados a participar do estudo. “Nós esclarecemos a importância do estudo para erradicação da febre aftosa, pois o produtor precisa obedecer a algumas regras, como não comercializar os animais em estudo até o final da análise”, explicou.

No mês de julho, os técnicos coletaram as amostras sanguíneas de bovinos e bubalinos, totalizando 11.839 amostras - 6.500 amostras no dia 20 de julho, 4.900 no dia 27, e 439 no dia 31 -, finalizando assim a primeira fase de coleta. O material foi encaminhado ao Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro) do Pará, pertencente à rede oficial de laboratórios do Mapa. A partir de setembro começa a segunda etapa de coleta de amostras, nas propriedades que tiverem pelo menos um animal reagente aos testes laboratoriais. A expectativa é que os trabalhos sejam encerrados em dezembro, quando o relatório final será encaminhado à Organização Mundial de Saúde Animal.

Avanços - O inquérito soroepidemiológico começou a ser realizado no Pará em 1998. A avaliação tem como principal objetivo comprovar que não há vírus circulando nas áreas que ainda não estão livres de febre aftosa no Estado. Hoje, o rebanho paraense possui cerca de 14 milhões de cabeças sadias. Nos últimos anos, as medidas para a erradicação da doença têm avançado não só no Pará, mas também nos Estados fronteiriços e produtores.

A cobertura vacinal do Pará também aumentou, com mais de 90% dos rebanhos dos municípios paraenses imunizados. “É um pacto que foi assinado não só no Pará, mas também em parceria com os Estados do Maranhão, Ceará, Piauí, Pernambuco e Alagoas, que também são grande produtores. Todos estão trabalhando o mesmo cronograma, com o objetivo de manter nossos rebanhos livres da aftosa”, concluiu Galindo.

 

Texto:
Danielle Ferreira - Secom
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